Medicamento brasileiro para doenças de pele obtém patente nos Estados Unidos
12 de maio de 2026* Um anticorpo monoclonal (mAb) para o tratamento de doenças de pele teve seu registro de patente nos Estados Unidos conquistado pela startup brasileira KRABS Biotechnology. O projeto é conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) vinculados ao Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos (CTS), um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da FAPESP sediado no Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu.
Os mAbs são proteínas produzidas em laboratório que atuam como anticorpos naturais do sistema imunológico.
O medicamento é o primeiro bioproduto da startup, apoiada pelo Programa FAPESP de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e fundada por Marcelo Zani, pesquisador de pós-doutorado na Unifesp com bolsa da Fundação, e Luciano Puzer, da UFABC, tendo como sócios os professores da Unifesp e do CTS-Cevap Vitor Oliveira e Jair Chagas (leia mais em: agencia.fapesp.br/56252).
Um dos principais alvos terapêuticos do medicamento é a dermatite atópica, uma condição caracterizada por ressecamento da pele e coceira persistente que afeta entre 15% e 25% das crianças e cerca de 7% dos adultos no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os principais tratamentos para dermatite atópica atualmente são os corticoides e os imunomoduladores, que atuam em vias da resposta inflamatória e do sistema imunológico. No entanto, seu uso contínuo não é recomendado por causa dos diversos efeitos colaterais, incluindo o desenvolvimento de resistência pelos pacientes.
A formulação do fármaco combina um novo anticorpo recombinante (um mAb gerado pela inserção de sequências de genes de anticorpos modificados) capaz de inibir a calicreína tecidual humana 7 (KLK7), enzima associada ao excesso de descamação da pele, com uma via de aplicação à base de hidrogel. Embora já existam no mercado produtos que utilizam anticorpos recombinantes para tratar a dermatite atópica, eles são administrados por injeção subcutânea.
O registro de patente do fármaco nos Estados Unidos garante o direito exclusivo de produzir, utilizar e comercializar o medicamento, seu princípio ativo e seu método de fabricação por um período determinado. A tecnologia também possui pedidos de patente no Brasil e na Europa.
* Com informações de Juliana Marques, do CTS-Cevap.
Notícias
- MIT-Anpei Brazil Summit 2026 debaterá estratégia, resiliência e inovação aberta em São Paulo
- Fundo GovTech lança chamada para selecionar startups com aportes de até R$ 5 milhões
- Inteligência artificial e imagens de satélite mapeiam telas antigranizo em pomares de maçã
- Parque Científico e Tecnológico da Unicamp inicia construção da Vila das Startups
Agenda
-
13/08/2026 a 03/11/2026
Unicamp abre inscrições para formação em mobilidade elétrica -
18/08/2026 a 22/10/2026
Mudanças climáticas e carreiras profissionais -
14/09/2026 a 14/12/2026
IA para aplicações na indústria e nos negócios -
15/09/2026 a 15/12/2026
Microplásticos: Fundamentos científicos para a ciência ambiental e a política ambiental
Chamadas
-
Programa FICA-SP (Fixação e Incentivo à Carreira Acadêmica em São Paulo)
Datas-limite para submissão de proposta: 30/09 (Ciclo 1) e 26/02/2027 (Ciclo 2) -
Auxílio à Inovação Regular – Iniciação Tecnológica
Data limite para submissão de proposta: 05/10 -
PIPE Jornada Tecnológica Indústria do Futuro – Fase 1
Data-limite para submissão da pré-proposta: 08/10/2026 -
Programa de Apoio à Formação de Núcleos de Excelência
Data limite para submissão da proposta: 16/10 -
Chamada conjunta FAPESP – NWO 2026: Biorrefinarias Integradas para um Futuro Circular
Data limite para submissão da proposta completa: 20/10