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Relatório aponta que, em vez de competir em áreas como a inteligência artificial, empresas nascentes de base científica deveriam priorizar ativos estratégicos regionais, como a biodiversidade, para desenvolver soluções únicas, de difícil replicação global (foto: Shutterstock); Pesquisador observa broto cultivado em placa de Petri |
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Reportagem
18 de agosto de 2026
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Capital natural pode ser diferencial competitivo para startups da América Latina
Elton Alisson | Agência FAPESP – As startups latino-americanas de base científica, conhecidas como deep techs, deveriam deixar de lado a competição em áreas de alto custo e de competição global extrema, como a inteligência artificial, e concentrar seus esforços em ativos estratégicos regionais – a exemplo da biodiversidade e dos minerais críticos – para desenvolver soluções exclusivas e de difícil replicação global.
A recomendação é dos autores do relatório Deep Tech Radar Latam 2026, lançado pela consultoria Emerge, em parceria com o Cubo Itaú, durante a terceira edição do Deep Tech Summit, que aconteceu entre os dias 10 e 12 de agosto no Complexo Inova USP, em São Paulo.
O mapeamento identificou 1.746 deep techs em 12 países da região – Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Uruguai, Panamá, Peru, Costa Rica, Equador, Porto Rico e Paraguai. O Brasil concentra 72,7% desse total (1.269 empresas), atuando principalmente nos segmentos de agronegócio e alimentos (427) e de saúde e bem-estar (407).
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