Fundo GovTech lança chamada para selecionar startups com aportes de até R$ 5 milhões

22 de setembro de 2026

O Fundo GovTech lançou uma chamada para a seleção de startups que desenvolvem tecnologias voltadas à transformação digital de serviços públicos e soluções inovadoras para desafios da administração pública, com impacto sobre a eficiência do Estado e a melhoria da qualidade de vida da população.

Os temas de interesse são saúde, educação, segurança pública, habitação, urbanismo, mobilidade urbana, infraestrutura, resiliência climática, cidades inteligentes, cidadania, ambiente regulatório e gestão pública.

As empresas proponentes podem ser tanto B2G (Business-to-Government, ou empresa para o governo), vendendo diretamente para o setor público, quanto B2B (em que o cliente final é outra empresa), desde que tragam impactos positivos sobre desafios públicos. Das oito empresas do portfólio atual e que receberam investimentos do fundo, três são govtechs B2B, duas B2G e três B2B2G.

“Acumulamos larga experiência no segmento e já temos mais de 1,4 mil startups em nossa carteira, mas esse mercado é muito dinâmico, e nele surgem novas soluções a todo momento. Ainda mais agora, com a IA generativa”, diz Adriano Pitoli, head do fundo GovTech ligado à gestora de capital de risco KPTL.

Entre as regiões prioritárias para os investimentos em novas startups do fundo estão Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo – com foco em startups ligadas ao ecossistema do programa PIPE-FAPESP. Os quatro Estados investem no fundo por meio de suas agências de fomento e, como contrapartida, o fundo se compromete a investir parte dos recursos em startups locais, fortalecendo os ecossistemas de inovação estaduais.

O fundo pretende atrair principalmente negócios com receita acima de R$ 70 mil mensais – e teto de R$ 20 milhões anuais –, que poderão receber aportes de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões, sem contar rodadas subsequentes de investimento.

Lançado em 2021, o fundo GovTech já captou R$ 107 milhões, com potencial de chegar a R$ 150 milhões até o fim do ano, atraindo novas empresas beneficiárias da Lei de Informática (Lei nº 8.248/1991), que podem direcionar parte dos investimentos obrigatórios em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para fundos voltados à inovação tecnológica. Com o dinheiro, a meta é ativar o extenso rastreamento de oportunidades e ampliar o número de investidas das atuais oito para 18, nos próximos anos.

As startups interessadas em participar podem se inscrever neste link.