Pesquisa inovadora produz estruturas ósseas impressas em 3D no Parque Tecnológico de Sorocaba

19 de dezembro de 2017

Polímeros bioabsorvíveis – filamentos que têm a equivalência da estrutura de ossos humanos –, que poderão ajudar na reconstrução celular, estão sendo produzidos a partir de tecnologia inovadora desenvolvida no Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS)

A FlexBras, startup incubada há dois anos no Parque Tecnológico de Sorocaba, desenvolveu uma impressora 3D capaz de produzir polímeros bioabsorvíveis – filamentos que têm a equivalência da estrutura de ossos humanos – que poderão ajudar na reconstrução celular, conforme informou a Assessoria de Comunicação do PTS.

A tecnologia foi desenvolvida a partir de pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da PUC, em Sorocaba. O processo de reconstrução começa a partir de um raio X ou tomografia do osso a ser reposto. O arquivo de imagem é convertido em um software especial que, por sua vez, gera outro arquivo compatível com a impressora 3D.

Dessa forma, quando um paciente sofre uma fratura, por exemplo, a impressora 3D é capaz de fazer uma estrutura com o mesmo formato do osso, só que à base de polímero implantável. “Por ser biologicamente compatível, o material permite que a célula óssea cresça por cima dele. Após o tempo de recuperação, esse material é completamente absorvido pelo organismo”, explicou o CEO da FlexBras, engenheiro Ronaldo Roledo.

A tecnologia ainda está em fase de testes, mas, segundo a professora da PUC Eliana Duek, responsável pelo estudo, a inovação será uma alternativa para quem sofre acidentes e sequelas nos ossos, por exemplo.

Para mais informações acesse http://www.empts.com.br/.