FAPESP promove Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa em Santo André e Santos

13 de agosto de 2019

Marcos de Oliveira | Agência FAPESP – Mais duas cidades sediaram o evento Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa, de esclarecimento de dúvidas sobre a submissão de propostas ao Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP. Em 10 de julho, o Diálogo PIPE esteve em Santo André, na região do ABC paulista, e, no dia 3 de agosto, foi a vez de Santos, no litoral.

A próxima edição será em São Paulo, no dia 12 de agosto, na sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). No interior, o evento ocorre em Piracicaba, no dia , na Escola Senai, com a parceria do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

A série de eventos é voltada a todos os interessados em conhecer melhor as normas para a submissão de propostas ao PIPE – de empresários já estabelecidos, que pretendem desenvolver tecnologia e inovação, a empreendedores que ainda não constituíram sua empresa.

Em Santo André, estiveram presentes 29 pessoas no auditório Heleny Guariba, na prefeitura da cidade. “A qualidade das perguntas e intervenções da plateia foi muito boa. Há bom potencial de apresentação de novos projetos”, disse o professor Fabio Kon, membro da coordenação adjunta da diretoria científica da FAPESP na área de Pesquisa para Inovação, que apresentou o evento em Santo André.

“Santo André não tem tradição no PIPE, mas tem grande potencial”, disse Kon. A cidade tem nove projetos aprovados ao longo dos anos, enquanto as vizinhas São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul contam com, respectivamente, 22 e 15 projetos. A ideia é reverter esse quadro, de acordo com Evandro Banzato, secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego da Prefeitura de Santo André.

Uma das participantes na plateia foi a administradora Livia Batista, analista financeira na empresa Tec Mobile Soluções em Tablets e Softwares, de Santo André. “Temos um software de credenciamento digital em eventos, chamado Receptiva, que já tem aceitação desse mercado. Porém, pretendemos inovar esse produto com o objetivo de melhorar a experiência dos organizadores e participantes dos eventos”, disse Batista.

“Pensamos em participar do PIPE para realizar uma pesquisa sobre as inovações que temos em mente. Nossas principais dúvidas eram sobre o período de avaliação e duração do programa.”

A duração do projeto pode ser de até nove meses na primeira fase e de dois anos na segunda. A análise do projeto pela FAPESP ocorre em até seis meses.

Outro participante em Santo André foi o engenheiro eletricista José Farias, sócio na empresa Nanotech, da mesma cidade, que fabrica tintas reflexivas e de isolamento térmico. “Tenho feito pesquisa e desenvolvimento com financiamento próprio ou de bancos. Eu não conhecia o PIPE até há pouco tempo e achei muito importante a palestra”, disse Farias. “Estou decidindo se fazemos uma evolução nos nossos produtos, um upgrade, ou se partirmos para um projeto novo.”

Em Santos, foram cerca de 40 pessoas presentes. “Santos nos surpreendeu. A sessão de perguntas e respostas foi bem ativa e intensa”, disse o professor Sérgio Queiroz”, coordenador adjunto da área de Pesquisa para Inovação da FAPESP, que apresentou o evento.

A cidade de Santos conta, ao todo, com nove projetos aprovados pelo PIPE. “É pouco para o potencial da cidade”, disse Queiroz. “Mas pelo menos 10 empreendedores se mostraram interessados em apresentar propostas.”

Os interessados podem aproveitar as inscrições para o 4º ciclo de análise de 2019 do PIPE , que se encerram em 21 de outubro de 2019. Estão reservados R$ 15 milhões para o atendimento às propostas selecionadas.

Para atender aos interessados em participar da chamada, será realizada, em 25 de setembro de 2019, na FAPESP, das 9h às 12h, uma reunião aberta para esclarecimentos gerais sobre o programa PIPE.

Mais informações: www.fapesp.br/pipe.